
Vida e vidraças transparentes
até onde vê-se
o ato fato
erroneo verso
sem sentido
Das palavras doentes
do menino quieto
num medo absurdo
da visão mais clara
quase cor de alma
Dos versos não dito
refeitos
escondidos
proibidos
na profunda repressão
Do medo latente
em qualquer julgamento
de jovens passantes
sem convicção
Sorriso amarelo
plantado no rosto
pior que palhaço
CONTRA-cenando
acenando o que não sente
São milhares de cacos de vidro
no quintal
do jarro favorito
de minha avó
Vitrais são feitos
de cacos de vidro
[pensei]
e não há mais belos
Será que alguém
quando feito aos pedaços
tem beleza?
[perguntei]
Tilintam cacos
de vidro e gente
no meio da tarde
uma obra de arte...
aos pedaços.
Mais um belo poema Yara!
ResponderExcluirEstava com saudades!
Ninguém, quanto feito aos pedaços, tem beleza.
Mas nos seus versos tem.
Parabéns!
Beijos
Mirse